
[CRÍTICA - EP]
FULLMOONCHILD
Nothing Lasts Forever
Icon Discos
Web: www.fullmoonchild.com
Email: fullmoonchild@gmail.com
Sem surpresa, o EP inaugural dos FullMoonChild, Nothing Lasts Forever, dá continuidade à linha explorada na única maqueta do grupo, The End of the World. No total, são cinco temas de Metal Gótico sedutor revestido de alguma classe, ocasionalmente aproximando-se do Doom melódico.
A dinâmica «Change of Times» abre o CD da melhor forma, alternando registos mid-tempo, com os dois bombos em evidência, e low-tempo, em que os teclados assumem o protagonismo. «Dark Gift» (acompanhada do respectivo videoclip) mergulha numa atmosfera doomy, exacerbada pela melodia quase funerária do violino. Depressivo, o piano ajuda a criar um ambiente ainda mais sufocante. A bonança dos versos dá lugar à explosão de raiva no refrão, intenso e profundo.
A grandiosidade épica da alma lusitana patente em «Moonchild» constitui uma sentida homenagem aos Moonspell na fase Wolfheart e Irreligious. Aliás, a influência do quinteto sedeado na Brandoa é transversal a Nothing Lasts Forever, que funde os melhores elementos dos referidos álbuns com Darkness and Hope e The Antidote.
Em «Lasts Forever» é uma vez mais o violino que nos arrebata os sentidos, através da magnífica linha melódica no refrão, para abrir caminho à batida tribal (e principal) de «My Soul Departs», que reporta o ouvinte a «Spirit Carvan», dos Black Sabbath. Pena que a sonoridade dos teclados não faça justiça à música.
A voz de Pedro "Winter” Rodrigues" (que abandonou recentemente para se juntar aos The Dark Project) constitui, no entanto, a fragilidade maior de Nothing Lasts Forever. Sem alcance vocal para atingir as notas adequadas, o único membro fundador que permanecia no grupo revela também especial dificuldade em reproduzir os tons certos, apenas obtendo uma boa prestação no registo grunhido.
Com o vocalista/guitarrista de sempre fora do baralho, os FullMoonChild têm agora uma oportunidade única de encontrar uma voz à altura das suas ambições e de conferir mais densidade à música, recrutando um par de guitarristas. Espera-se – exige-se – um salto de gigante na evolução do grupo a breve trecho. Aguardamos, expectantes, o próximo registo. 6,5/10
Dico
A secção multimédia inclui ainda uma entrevista com a banda.
# posted by Ed : 06:50
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